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Como Tudo Começou…

Benjamim não foi planejado, ele é meu terceiro filho mas no decorrer da gravidez ele foi sendo aceito e amado tive um gravidez normal sem nenhum tipo de doença ou intercorrência. Trabalhei até o ultimo dia do ano letivo e depois vieram as férias. Com todos os preparativos para a chegada do Ben, tudo estava perfeito o quarto as fotos  e a ansiedade de ver o rostinho dele.

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No quarto do hospital

No dia 28 de Janeiro de 2014  Benjamim nasceu com 46 cm pesando 2,745  foi uma alegria, chorei quando escutei o seu chorinho pela primeira vez. Deus é maravilhoso, só tenho que agradecer pois ele me abençoou com o Benjamim o Filho da Felicidade. nascimento Hoje em alguns hospitais existe a triagem neonatal que são: Teste do Olhinho,do coraçãozinho e da orelhinha Ben fez todos não pagamos nada pelo serviço sendo alguns obrigatório. embaixo um link onde vocês podem tirar suas duvidas em relação aos testes que são muito importantes.

http://www.brasil.gov.br/saude/2014/06/teste-do-coracaozinho-agora-e-obrigatorio-na-triagem-neonatal-do-sus http://www.facebook.com/portalbrasil?_rdr=p

Quem faz o teste da orelhinha foi a fono Daniele Plombon Perez que depois de três tentativa  sem  respostas nos  encaminhou para um exame mais especifico chamado BERA ( Exame do Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico), exame diagnostico

http://www.institutobrasileirodosono.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=107&Itemid=179

A primeira vez que fizemos o Bera Ben estava com refluxo impossibilitando de fazer o exame, voltamos para a casa com vários sentimentos, pensativos e começamos a fazer vários barulhos: bater tampa de panela, ligar liquidificador, barulhos altos,baixos,graves, agudos, mas Ben não reagiu a nenhum. Na segunda vez do exame veio a noticia,   Benjamim foi diagnosticado com surdez profunda bilateral. E nos deparamos com a pergunta: MEU FILHO É SURDO E AGORA?

Passei um momento de luto digo isso porque enterrar o filho idealizado “perfeito” foi importante  para que deixasse o filho surdo nascer e com ele um mundo cheio de descobertas desafios e entregas. Claro que, houve choro , muitas perguntas, e muita culpa mas foi importante para a aceitação e abrir os olhos para um novo mundo, o desconhecido!

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Começamos a procurar sobre tudo artigos, livros, videos tudo que envolvia a surdez e libras, o tratamento, claro sabíamos que o primeiro passo era consegui aparelhos auditivos para o Ben, mas onde? Como? O meu primeiro pensamento foi  quero o melhor para Ben. Procurando sobre melhores centros de tratamento de audição entrando em contato com pessoas pela internet e conhecendo também, vi que quem era pioneiro em surdez era a USP, (Centrinhos da USP situada em Bauru) como fica em São Paulo liguei para meu irmão e disse Cristiano to indo, sem consulta marcada, sem saber como chegar, só sei que Ben e eu íamos, não sabia quantos dias ia ficar, mas eu estava certa que só voltava de SP com os aparelhos no ouvido do Ben arrumamos as malas e fomos. Sair de São Lourenço sozinha com um bebe de seis meses nos braços não foi fácil,  nunca tinha deixado os meu filhos sozinhos Eloisa e Nicolas por tanto tempo assim, sabia que não estavam sozinhos meu pais me ajudaram ficando com eles e Derly também estava junto mas um sentimento de preocupação uma dor invadiu meu coração, lembro que quando o ônibus saiu eu estava com um nó na garganta e o Ben dormindo meu irmão me mandava mensagens sempre tentando me acalmar e perguntando onde estava, todos estavam preocupados minha mãe me liga e eu estava chegando em Pouso Alto e ela chorando no Telefone perguntou se estava tudo bem e disse Deus te abençoe minha filha vai com Deus, eu comecei a chorar meu pai pegou o telefone e disse que ia dar tudo certo desliguei chorando então eu respirei fundo fechei os olhos orei lembro que agradeci a Deus por tudo arrumei o Ben no meu colo e dormir.

Quando cheguei em São Paulo meu irmão Cristiano e minha cunhada Ana Shaida estavam  esperando na rodoviária, o primeiro alivio foi descer do ônibus o segundo foi abraçar meu irmão e não  sentir sozinha.

Então o dia começa Ana e eu primeiro fomos ao Hospital das Clinicas USP cheguei confiante achando que ia conseguir a consulta mas não consegui por não morar em SP, então a Ana teve uma ideia vamos levar o Ben para o hospital São Paulo UNIFESP, e mentir que o Ben esta doente dai passamos com o pediatra do pronto socorro mostramos os exames e ele nos da o encaminhamento para o Centro de Audição da UNIFESP, e fomos fizemos isso mas não esperávamos que  ficaríamos a manhã e a tarde toda esperando a consulta com o pediatra, que nos encaminhou para o otorrino que depois de praticamente implorar para as residentes que nos atenderam nos dar o encaminhamento e fomos conhecer o CDA (Centro de Deficiência Auditiva), foi então que conseguimos várias consultas com vários profissionais em dias alternados e conhecemos a equipe maravilhosa que nos acolheu tenho só que agradecer Fonoaudiólogas Priscila Carporali, Alexandra Dezani, Zeila Santos Otorrino Dr, Fernando professora Marisa Frasson, Psicologa Ângela, e as meninas da recepção.

15 dias em São Paulo

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Apresentação1

Então começa a nossa jornada, os desafios, as renuncias, entregas, amadurecimento. Viver um dia de cada vez, seguir o coração de mãe, entregar nas mãos de Deus e viver…….

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Sueli Ramalho Segala

O nosso ano de 2017 iniciou com muitas surpresas boas, tivemos alguns desafios e com fé superamos muitas delas.

Sabem, durante esses 3 anos de aprendizagem com o Benjamim fiz muitos amigos e só tenho que agradecer a Deus pelas pessoas maravilhosas que fizeram e fazem parte da nossa historia, mas hoje gostaria de falar sobre uma para vocês. 

Quando Benjamim fez o teste da orelhinha pela terceira vez, Derly e eu já estávamos pesquisando sobre surdez, Libras, começamos a ler TCC e artigos sobre o tema, assistir vídeos e entrevistas no youtuber e para nossa surpresa encontramos uma entrevista no Jo Soares (deixarei os links dos vídeos abaixo) E foi quando vimos pela primeira vez ela, que hoje se tornou parte da nossa família, e não consigo ir para São Paulo sem pelo menos dar um abraço nela Sueli Ramalho.

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Sueli Ramalho Segala é atriz, escritora, professora de línguas, intérprete e poliglota em 32 línguas de sinais, uma grande estudiosa da língua de sinais. Ela explica que o interesse por esse assunto teve início quando, ainda pequena, percebeu que a língua de sinais não tem concordância nominal e verbal, preposição, artigos, e viu que as escritas de ouvintes tinham este fenômeno. “Eu tentava descobrir porque existia essa diferença, e isso me motivou a pesquisar cada vez mais. Meu pai recebia em nossa casa muitos surdos de outros países, e aprendi com esses estrangeiros que ficavam no Brasil por mais de 6 meses, e eu amava ficar horas ouvindo, aliás vendo, eles contarem histórias da cultura de outros países, através da própria língua estrangeira. Nos visitaram pessoas de mais 32 países.”

Sueli nos acolheu em um momento difícil de nossas vidas e com ela eu aprendi a olhar o Benjamim como ele e uma criança normal.

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Obrigada Sueli pela sua amizade, carinho e amor com a gente, Deus continue te abençoando ricamente que você continuem com seu trabalho maravilhoso  eu só tenho que agradecer  por tudo que fez pela minha família amiga querida.

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https://vidamaislivre.com.br/perfis/sueli-ramalho-segala-os-sinais-indicam-o-caminho/

VIDEOS DO YOUTUBER

https://globoplay.globo.com/v/1575038/

 

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Escola, Inclusão e Ben

Olá, tudo bem com vocês amigos!

Tanta coisa aconteceu, tantas questões para resolver e tantas angustias que precisei respirar e organizar a minha mente e o meu coração. Ainda existem perguntas, dúvidas, mas elas vão sendo respondidas com o tempo, com o amadurecimento e claro com amigos do nosso lado tudo se torna mais tranquilo. Compartilharei com vocês a nossa luta pela inclusão e o bilinguismo em minha cidade.

Em uma das minhas idas em São Paulo para a reabilitação auditiva do Ben conheci duas escolas bilíngues as quais me apaixonei perdidamente e gostaria muito de poder dar aos meus filhos a oportunidade de estudarem nelas. A primeira escola foi a DERDIC onde conheci a Professora Priscila Gaspar que se tornou muito especial nesta minha caminhada, a Professora Maria Inês do programa de acessibilidade da escola, que apareceu como um anjo em minha vida e abriu as portas para meus primeiros sinais e por fim o Professor Sandro que conduziu as minhas mãos, nos acolheu e ganhamos os sinais, saudade de vocês.

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A outra escola que me deixou fascinada que me faz sonhar com ela é o CES (Centro de Educação para Surdos Rio Branco), onde fiz muitos amigos e conheci mães que lutam, que acreditam que me deram forças para continuar seguindo meu coração.

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Depois desses encontros e muita troca de experiências e conhecimentos voltei para são Lourenço MG cheia de forças para quebrar barreiras, tabus, mitos em uma cidade pequena e sem conhecimento sobre surdez e bilinguismo.

O Ano de 2016 começa e já com a agenda cheia, preparativos para o aniversário do Ben, consulta para São Paulo marcada além das estimulações em casa e com os profissionais, deixei então para ver a escola e matricula em fevereiro porque sabia que estaria mais calma. Já tinha procurado em minha cidade e em cidades vizinhas escolas para surdo ou associações, mas infelizmente não encontrei nenhuma. Comecei então a pesquisar como era a inclusão nas escolas publica daqui,  descobri a existência de um programa chamado AEE (Atendimento Educacional Especializado) destinado a alunos com deficiência, aqueles que tem impedimento de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial (visual e pessoas com surdez parcial ou total). Alunos com transtorno gerais de desenvolvimento e com altas habilidades (que constituem o público alvo da educação especial) também podem ser atendidos por esse serviço.

O AEE (Atendimento Educacional Especializado) é realizado mediante atuação de professores com conhecimentos específicos no ensino de:

  • LIBRAS, Língua Portuguesa na modalidade escrita, como segunda língua para pessoas com surdez;
  • Sistema Braille, ábaco, orientação e mobilidade, utilização de recursos ópticos e não ópticos;
  • Atividades de vida autônoma;
  • Tecnologia assistida;
  • Desenvolvimento de processos mentais;
  • Adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos e outros.

Para alunos com altas habilidades o AEE oferece um programa de ampliação e suplementação curricular, desenvolvimento de processos mentais superiores entre outros. Legal, não é? Estava animada e feliz para levar Ben à escola. Separei alguns materiais pois meu pensamento foi compartilhar a vivencia do Benjamim e de toda a família em relação a Libras e o que ele já sabia.

Benjamim tinha saído das fraldas fazia pouco tempo, aprendeu o sinal de banheiro. Estava ansiosa, meu bebê ia para a escolinha, estava crescendo. Sempre fui uma admiradora da educação infantil, trabalhei muito tempo nessa faixa de idade e ainda tinha algumas coisas guardada em casa, como: músicas infantis, jogos, atividades psicomotoras, molde de trabalhos dos eventos escolares e agora aprendendo libras com todo esse conhecimento adquirido nesses dois anos do Benjamim acrescentaria na escola e contribuiria a tornarmos em uma escola bilíngue.

A semana começou, acordei o Ben cedo pois a aula começava as oito da manhã e fomos conversar com a gestão escolar. Conhecemos os professores, mostrei os aparelhos, expliquei sobre o Ben e como falar com ele e então combinamos que durante a semana, aos poucos, iria passando os sinais básicos.

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Nesse primeiro dia de aula todos nos acolheram muito bem, voltei para casa com o coração na mão, mas Ben ficou ótimo não chorou e todos adoraram ele, fiquei muito feliz. Passados alguns dias fui conhecer a coordenadora do AEE e a minha fala foi: “Gostaria do intérprete de libras para ajudar Benjamim na comunicação”, e tentei expor sobre o bilinguismo. Sabia que seria difícil em primeiro momento transformar do dia para noite a escola em uma escola bilíngue, mas tentei colocar os principais recursos em primeiro momento, que seriam as salas mais visuais possíveis, os locais sinalizados, gravei alguns vídeos curtos com os sinais que Benjamim sabia junto com as palavras que ele fala para as professoras, atividade concretizadas e o Intérprete.

Sendo lei, Decreto 5626 – Planalto que nos diz: CAPÍTULO VI

DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU

COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

Art. 22   I – escolas e classes de educação bilíngue, abertas a alunos surdos e ouvintes, com professores bilíngues, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental;

II – Escolas bilíngues ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da singularidade linguística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e intérpretes de Libras – Língua Portuguesa.

Confesso que estava animada e ao mesmo tempo nervosa, estava com muita coisa para falar e pela minha imaturidade e por  não saber colocar a importância da língua, talvez de uma forma que ela me compreendesse, ou pelo meu nervosismo e euforia de querer realmente mostrar a importância do bilinguismo e da comunicação ela não entendeu. Com base em seus conceitos me disse que ninguém iria alfabetizar o Benjamim e o que seria desenvolvido nele era o sensório motor onde sua língua só seria aprendida e trabalhada nas series iniciais onde então haveria um interprete. Relutei em questionar ainda mais porem não tivemos uma boa comunicação e sai dali me perguntando: “tudo bem, muito importante desenvolver o sensório motor do Ben visto que ele tem uma má formação muito grande na orelha interna, mas Benjamim é um bebê de dois anos ele não é uma criança que precisa de um estímulo só. E a comunicação do meu filho? E a interação com o ambiente escolar? E o desenvolvimento do cognitivo? ”

Chegando em casa muito angustiada com um nó na garganta entrei no banheiro e comecei a chorar e foi onde comecei a ficar perdida e depois disso só vieram desentendimentos. Foi disponibilizado uma estagiária, as duas que ficaram com o Ben no período que ele frequentou a escola foram muito doces e amáveis, e eu até entendia a preocupação das professoras em relação ao Ben, ter um aluno surdo sem ter conhecimento de sua língua é difícil, tudo era novo para todos. Comecei então a fazer terapia pois não conseguia dormir e cada dia acontecia algo diferente, mas o que me preocupava era o choro para entrar na sala.

Com consultas marcadas fomos para São Paulo…

 

Ficamos em São Paulo uma semana e acabei voltando de ônibus pois não conseguimos lugar no carro do TFD (tratamento fora domicilio).

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Tudo parecia tranquilo e estávamos voltando para a rotina da casa, então depois de 15 dias liguei para meu irmão pedindo que buscasse os moldes dos aparelhos e nos mandasse por correio e assim foi feito. Cristiano e Ana Shaida sempre nos ajudam ficando menos cansativos nossa correria. Mas dessa vez os moldes não ficaram bons e os aparelhos começaram a apitar, tivemos que voltar para SP e resolver a questão dos moldes, voltando a fazer a viagem mais vezes, nessa correria toda, até acertarmos os moldes Benjamim faltou na escola muitas vezes. Em todas as viagens que fui desde que Ben entrou na escola eu pegava atestado, xerocava a audiometria. Quando voltamos para São Lourenço Benjamim ficou resfriado, ouvido infeccionado e a correria de médico otorrino remédio, quando estava melhorando foi a escola e a direção me pergunta porque Benjamim tem faltado tanto eu expliquei o ocorrido e levei a audiometria.  Na madrugada Eloisa passou mal e não foi na escola era uma sexta feira ficando o final de semana toda com virose, depois foi o Ben e junto com ele Nicolas minha casa estava uma loucura de virose estávamos preocupados e cansados pois as crianças tinham descaído muito então corremos com eles para o hospital.

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E diante disso comecei a ser questionada pela escola e pela coordenadora do AEE o motivo das faltas tive que assinar relatórios justificando as faltas. Me diziam que se Benjamim faltava a estagiaria que foi para dar apoio em sala para ele deixava de cuidar de outras crianças com deficiência frequente em outra escola do município. Mas não estava faltando porque queria, e sim porque que se levasse ele no estado que estava à escola me ligaria para busca-lo. Esta situação começou a me incomodar a ponto que não conseguia dormir, as faltas estão acontecendo pois aconteceram imprevistos e infelizmente ele ficou doente com mais frequência mas mesmo tentando explicar não adiantou sentia uma certa ironia e foi então que a comunicação falhou, comecei a ficar muito aborrecida não só com isso mas com outras questões como o fato dele não ter um profissional qualificado para ajudá-lo na comunicação e o entendimento do ambiente quem ele se encontrava, Benjamim não queria ficar mais na escola toda vez que eu levava ele chorava era um desgaste para min para professora e  depois de muito pensar e confesso que algumas coisas pesaram muito na minha decisão resolvi tira-lo  da escola ele ficou só seis meses.

Um dia estava passeando com as crianças e uma amiguinha dele da escola o viu e gritou o BEN eu mostrei ela para ele e o meu espanto Benjamim não sorriu e não conheceu a amiga não teve reação nenhuma. Voltei para casa pensativa fazendo várias hipóteses que a amiga não tinha muito contato, criança esquece rápido, ele é um bebe de dois anos, ele tinha contato com os meninos e talvez essa menina nem brincava com ele, ele só ficou seis meses na escola não deu tempo de fazer amigos então fiquei mais angustiada a inclusão não existe ela é utópica e em cidades pequenas como a minha a dificuldade ainda é maior pois não há não só a informação o conhecimento mas não existe acessibilidade a inclusão e um programa lindo com um projeto rico que é o AEE não funciona.

Confesso que amadureci, li mais, entendi mais coisas e que também errei em muitas coisas até mesmo por onde e como recorre. Tenho uma outra visão e os erros que cometi nesses seis meses não cometo mais, ano que vem novas lutas, mais madura para encarar de novo a Escola sem inclusão. E vou lutando e idealizando a escola bilíngue.

Deixarei aqui informações sobre a proposta do AEE direcionado para a surdez e o site do MEC para mais informações.

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdf

http://www.pmpf.rs.gov.br/servicos/geral/files/portal/AEE_Apresentacao_Completa_01_03_2008.pdf

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdfhttp://portal.mec.gov.br/setec-secretaria-de-educacao-profissional-e-tecnologica/publicacoes?id=17009

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Palestras

Gratidão, é assim que tenho que resumir o mês de setembro, ele começou com um oficio muito importante enviado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais.

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As escolas começaram a organizar palestras e eventos sobre o assunto (surdez, inclusão, etc.), e a partir do dia 23, fui convidada por professores e interprete de Libras para compartilhar minha experiência como mãe de surdo e os caminhos que segui e escolhi para o Ben.

Felicidade única de comemorar o Setembro Azul, informar, esclarecer dúvidas a respeito de surdez e caminhos possíveis a serem alcançados, sentimento de missão cumprida.

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Começamos na Escola Estadual Professor Mário Junqueira Ferraz com o curso normal, depois na Escola Estadual Eurípedes Prazeres, Escola Municipal Manoel Monteiro e no dia 30 de setembro terminamos em uma cidade pertinho da minha, em Carmo de Minas na Escola Estadual Professor Guedes Fernandes. Pena não ter conseguido todas as fotos mas deixo aqui o meu obrigada e quebrando as barreiras da comunicação.

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“E assim seguimos nossas vidas… um dia com a certeza do dever cumprido, outro na certeza de podermos ser melhores a cada dia. Hoje é e será sempre o nosso bem mais precioso. Pois é nele que está guardada a chave para os dias melhores. E de uma coisa estou certa: quanto mais clareamos o caminho das pessoas a nossa volta, tão mais claro e leve se torna o nosso próprio caminhar”…

VIRGÍNIA MELLO

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Setembro Azul

As pessoas me perguntam o que é setembro azul? Porque a fita azul? O que significa?

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Então vamos lá, a fita azul foi introduzida em Brisbane, na Austrália, em julho de 1999, no Congresso Mundial da Federação Mundial de Surdos. Durante o evento foi feita a sensibilização da luta dos Surdos e suas famílias ouvintes, através dos tempos.

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A cor azul foi escolhida para representar “O Orgulho Surdo”, para homenagear todos os que morreram depois de serem classificados como “surdo” durante o reinado da Alemanha nazista.
Com o passar dos tempos, lembrando a opressão sofrida pelos surdos no passado e ainda hoje, percebemos que cada vez mais número maior de pessoas entendem que os Surdos podem fazer qualquer coisa, exceto ouvir.
Aqueles que usam a fita azul têm orgulho em mostrar um pouco de sua própria cultura: A Cultura surda.
Surdez não é uma deficiência, mas uma cultura.

A Comunidade Surda Brasileira comemora em 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania.
A Federação Mundial dos Surdos já celebra o Dia do Surdo internacionalmente a cada 30 de setembro. No Brasil, o dia 26 de setembro é celebrado devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).
Toda esta história começou em 26 de setembro de 1857, durante o Império de D. Pedro II, quando o professor francês Hernest Huet fundou, com o apoio do imperador o Imperial Instituto de Surdos Mudos. Huet era surdo. Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias. Hoje O INES (atende em torno de 600 alunos, da Educação Infantil até o Ensino Médio. A arte e o esporte completam o atendimento diferenciado do INES aos seus alunos. O ensino profissionalizante e os estágios remunerados ajudam a inserir o surdo no mercado de trabalho. O Instituto também apoia o ensino e a pesquisa de novas metodologias para serem aplicadas no ensino da pessoa surda e ainda atende a comunidade e os alunos nas áreas de fonoaudióloga, psicologia e assistência social.

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Diante de tantas lutas vieram também muitas conquistas, em 24 de abril de 2002 a Libras (língua Brasileira de Sinais) foi reconhecida como 2° língua oficial do Brasil pela lei n° 10.436, pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, e regulamentada por meio do decreto 5626/2005, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reconhece como meio legal de comunicação e expressão.

A Libras é uma língua viva e autônoma, reconhecida pela linguística por apresentar todos os níveis que constituem quaisquer outras línguas e possuir níveis de síntese (estrutura), semântica (significado), morfológico (formação de palavras), fonológico (unidade que constituem uma língua) e pragmático (contexto de conversacional).

Então parabéns ao povo surdo por todas as conquistas avante, e hoje como mãe de surdo estou junto nessa luta, por acessibilidade, por uma escola Bilíngue para o Benjamim, por respeito que todos respeitem as decisões das famílias de surdo e o caminho que elas escolhem então respeitem a minha escolha Libras primeira língua do Ben.

 

Fonte:

http://www.itribuna.com.br/entretenimento/2012/10/sabia-que-o-brasil-tem-uma-2a-lingua-oficial/1060681/

http://institutoemanuel.webnode.com.br/lingua-de-sinais/ines-instituto%20nacional%20de%20educa%C3%A7%C3%A3o%20de%20surdos/

http://bobbahlis.blogspot.com.br/2010/07/surdos.html

 

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Pequeno Príncipe Benjamim

O ano de 2016 começou com clima de festa, estava ansiosa e animada para o aniversário do Benjamim, feliz com os amigos e familiares. Estava quase tudo pronto, três meses atrás tinha começado a preparar o tema para a festa e todos os preparativos, a ansiedade não cabia em meu peito, então depois de muito pesquisar saiu o tema e junto com ele o convite.

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Minha mãe começou a fazer a roupinha do nosso pequeno Príncipe Ben e quando fomos experimentar eu não acreditei era muita fofura.

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Então começamos a ensinar o Ben a soprar as velinhas já era um exercício orientado pela fono o de soprar, todas as estratégias funcionaram.

Chegou o grande dia acordamos as sete da manhã para começar a montar. Foi uma manhã muito agitada mas valeu a pena…

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Então ás 14:30 tudo estava arrumado…  E foi só alegria reencontrar amigos e conhecer outros, como a nossa amiga Josiane que veio de longe para nos conhecer e comemorar os 2 aninhos de vida do Benjamim. Agradecemos a todos que compareceram e se alegraram com a gente.

 

 

 

 

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Troca de Experiência “Meu Filho é Surdo e Agora?

 

“Sozinhos, pouco podemos fazer; juntos, podemos fazer muito. ”
Helen Keller

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Quando comecei a viver essa rotina e entender o mundo do Benjamim me sentia sozinha e por mais que as pessoas falassem que existiam muitas mães de surdo em São Lourenço MG, eu me perguntava: onde elas estão?

Vivendo turbilhões de emoções, angustias e com perguntas que até então pareciam sem respostas, encontrar com essas mães, trocar experiências, compartilhar momentos difíceis, conversar sobre nossas histórias, o que aprendemos e até mesmo dificuldades em uma cidade pequena sem informação parecia ser a solução para os “problemas”.

Cada família descobriu a surdez de uma forma diferente e fez suas escolhas para aceita-la. Compartilhar nossa trajetória e ouvir a experiência do outro seria uma forma de aprendermos e crescermos juntos, como já acontece em alguns lugares para diversas situações essa roda de conversa. Partindo desse sentimento conversei com amigos e parceiros e aí surgiu a ideia de fazer aqui também um encontro para trocarmos experiências com o tema: Meu Filho é Surdo e Agora?

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Começamos então a prepara tudo com muito carinho, convidei alguns profissionais da área para estarmos juntos enriquecendo ainda mais a conversa com suas vivências. Ganhamos uma lembrancinha, um café delicioso, uma tarde gostosa.12240926_538114639685576_897074508732408452_o

No final não importa o caminho que escolhemos, só queremos que eles sejam felizes. Que  venham mais encontros, mais troca de Experiencias, que nunca nos acomodemos.

“A pessoa conscientizada tem uma compreensão diferente da historia e de seu papel. Recusa a acomodar-se, organiza-se para mudar o mundo”.

Paulo Freie

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CADÊ A PILHA DOS AASI QUE ESTAVA AQUI ?

Olá pessoal meu post está um pouco atrasado, pois as últimas duas semanas foram cheias de sustos e muita correria. Para começar mal consegui dormir na madrugada do feriado do dia 01/11, a noite inteira cuidando dos meus filhos com uma gripe forte. Só na quarta feira Eloisa e Nicolas melhoraram, mas Benjamim ainda continuava desanimado e com os olhinhos lagrimejando.  No dia seguinte, mesmo com um pouco de febre, resolvi levar o Ben à fonoaudióloga, lá ele fez todos os exercícios e respondeu muito bem. Voltando para casa, por volta dás 14:00, tinham acabado de chegar do correio os novos moldes dos aparelhos do Benjamim, enquanto ele brincava, Derly e eu fomos trocar os moldes e num pequeno momento de distração Eloisa gritou: Mãe, a pilha! O Ben engoliu a pilha do AASI!

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É isso mesmo o Benjamim engoliu uma das pilhas do AASI, então corremos para o hospital para saber o que fazer, chegando lá ele foi consultado e tirou o raio-X para saber onde a pilha estava. Ao ser examinado também constatou que ele estava com infecção de garganta e ouvido. Mas nada era muito sério ele foi medicado e a orientação era para ficarmos tranquilos e esperar, pois a pilha iria sair sozinha, teríamos apenas que cuidar da alimentação dele para ajudar a sair nas fezes. Voltamos então para casa mais despreocupados.

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E no sábado depois de comer muito mamão finalmente a pilha saiu. Que susto hein, agora a atenção redobrada. E assim Ben vai crescendo, brincando, experimentando e conhecendo o mundo. Como diria Paulo Freire ” Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos!

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